Quando alguém me pergunta quem eu sou, a resposta mais honesta é: sou filho de dentista, neto de gente simples de Santa Cruz, que foi para Nova Iorque sem saber muito bem o que queria, voltou sabendo exatamente o que precisava fazer, e nunca mais parou.

De onde vim

Nasci no Hospital São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio. Minha família é devota de São José, e eu também. Tem algo bonito em ter nascido num hospital com esse nome, de um santo que representa trabalho, cuidado e responsabilidade. Cresci em Santa Cruz, na Zona Oeste, mas carrego esse começo comigo. É lá que ainda atendo hoje, e onde tenho um carinho que nenhuma expansão de clínica vai apagar.

A odontologia sempre esteve em casa. Minha mãe tem trinta anos de carreira como dentista. Minha tia e madrinha também é dentista. Minha irmã está fazendo odontologia agora. É quase uma tradição de família, e eu entrei nessa tradição da única forma que sei fazer as coisas: com demora para começar e muita intensidade depois.

Quando completei dezoito anos, fui morar um tempo em Nova Iorque. Não foi uma decisão planejada com grande propósito. Foi um momento turbulento, de dúvidas, de não saber muito bem o que queria. Mas o que aconteceu lá me deu algo que nenhum curso teria dado: clareza.

Vivendo nos Estados Unidos, percebi o quanto a odontologia brasileira é avançada. Aqui a gente tem acesso a tecnologia, formação e raciocínio clínico que outros países não têm. Percebi também o peso de cuidar da saúde de outra pessoa. A responsabilidade real que isso representa. E percebi que era isso que eu queria fazer com a minha vida.

Voltei, retomei a faculdade, me formei na mesma instituição onde minha mãe se formou, e dessa vez com foco total. Era monitor de todas as disciplinas, próximo de todos os professores. Ensinei desde sempre. Aos quinze, dezesseis anos já dava aula de catequese. A docência sempre fez parte de quem sou, muito antes de qualquer jaleco.

Nova Iorque, 2016 · 19 anos

Gustavo Martins em Nova Iorque, 2016
Gustavo Martins em frente a mural em Nova Iorque, 2016
Gustavo Martins no Central Park, Nova Iorque, 2016
Gustavo Martins no Madison Square Garden assistindo jogo do Knicks, 2016

Central Park, Madison Square Garden, Brooklyn. O ano em que tudo ficou mais claro.

Como cheguei na harmonização facial

Entrei na harmonização facial por um caminho que hoje me parece inevitável. Comecei traduzindo cursos da área, aprendi fazendo, errei, corrigi, e fui construindo raciocínio clínico próprio. Trabalhei durante dois anos em um instituto grande na Barra da Tijuca, onde fui monitor de cursos e comecei a dar aula.

Desse período, o que fica é a experiência. O aprendizado de que a forma de ensinar importa tanto quanto o conteúdo. E a certeza de que o meu caminho era o meu próprio.

Abri minha primeira clínica. Depois outra. Cheguei a um momento em que tinha cinco clínicas simultâneas, em Santa Cruz, Campo Grande, Barra da Tijuca, Botafogo e Ipanema, com doze profissionais prestando serviço ao mesmo tempo. Foi um período de muito aprendizado sobre gestão, sobre pessoas, sobre o que escala e o que não escala sem perder qualidade.

A virada que mudou tudo

Chegou um momento em que eu olhei para o volume do que estava gerenciando e percebi que a alma do meu trabalho estava se diluindo. O que me move não é o tamanho da operação. É o paciente na cadeira, o raciocínio sobre aquele rosto específico, a conversa que acontece numa consulta de verdade. Decidi priorizar um trabalho mais individual, mais presente, mais meu. Hoje atendo pessoalmente em Santa Cruz, na Barra da Tijuca e em Copacabana. Os profissionais que trabalham comigo são alunos ou ex-alunos que continuaram ao meu lado. A alma da clínica está onde eu estou.

Como o Método NaturalUp nasceu

O NaturalUp não foi uma ideia que tive num fim de semana. Foi uma conclusão que chegou depois de anos observando dois tipos de paciente.

O primeiro tipo voltava frustrado. Precisava refazer tudo todo ano, achava que o procedimento não durava, que o resultado era decepcionante. O segundo tipo voltava satisfeito. Não precisava refazer tudo, o resultado continuava bom, o investimento rendia.

A diferença entre os dois não era sorte. Era o tipo de tratamento que cada um tinha feito. Quem seguia um plano de tratamento que pensava em regeneração, em sustentação, em longevidade, ficava satisfeito por mais tempo. Quem fazia procedimentos que só maquiavam, sem tratar a causa, precisava voltar sempre.

Comecei a deixar de aceitar pacientes que só queriam maquiar. Comecei a oferecer com mais ênfase os tratamentos regenerativos. Os resultados melhoraram. A durabilidade aumentou. Os pacientes indicavam mais. A clínica cresceu de um jeito diferente.

Quando comecei a oferecer essa lógica para meus alunos, eles viram fundamento nisso. A mentoria deu uma virada. E o que era uma forma de trabalhar virou um método com nome, estrutura e filosofia própria.

O NaturalUp parte de uma premissa central: estética não deve apagar identidade. Ela deve revelar, sustentar e amadurecer a beleza de cada pessoa com naturalidade, responsabilidade e intenção clínica.

O que faço além da clínica

Ensino. Isso não é secundário na minha carreira. É parte do que me define.

Dou aulas em pós-graduação, por amor mesmo, sem nenhuma obrigação comercial. Tenho uma mentoria individual, em dupla ou trio, com temas específicos ou com toda a harmonização facial, voltada para formar profissionais com raciocínio crítico, não com receitas prontas.

Criei um portal próprio de aulas online, onde hospedo todas as minhas aulas teóricas com acesso vitalício para os alunos. Não é uma plataforma de terceiros. Eu desenvolvi, eu estruturei, eu decido como o conteúdo é entregue. Esse nível de controle sobre o que ensino e como ensino é algo que não abro mão.

Adoro tecnologia, sistemas, criar coisas. Seja um portal de ensino, seja um protocolo clínico, seja um método. Tenho o mesmo prazer em resolver um problema técnico que em atender um paciente difícil.

O que tento passar quando ensino

Não quero alunos que replicam o que eu faço. Quero alunos que entendem por que eu faço. Raciocínio clínico não é uma lista de procedimentos. É a capacidade de olhar para um rosto, entender o que está acontecendo e tomar uma decisão fundamentada. Quando um aluno chega nesse ponto, a mentoria fez o que deveria fazer.

Fora do jaleco

Minha paixão fora da clínica é a arte. No sentido amplo da palavra.

Gosto muito de carnaval, de blocos, de perna de pau. Estou aprendendo percussão para tocar em blocos. Gosto de coisas manuais, de artesanato, de pintura. As aquarelas que estão nas paredes do meu consultório fui eu que pintei. Não é decoração comprada. É uma parte de mim no espaço onde atendo.

Gosto de pessoas. Isso soa óbvio para quem escolheu uma carreira na área da saúde, mas não é tão óbvio quanto parece. Tem muita gente que trabalha com pessoas e não gosta de pessoas. Eu genuinamente gosto. De ouvir histórias, de entender o que alguém carrega consigo quando senta na cadeira, de perceber o que está por trás da queixa que trouxe aquele paciente até mim.

Talvez seja por isso que ensino. E por isso que atendo. Cuidar de pessoas e ensinar pessoas a cuidar de pessoas são, para mim, a mesma vocação.

Por que isso importa para quem está pensando em agendar

Você não precisa saber minha história para fazer um bom procedimento. Mas se você está buscando alguém com quem vai manter uma relação de cuidado ao longo do tempo, com quem vai construir um plano que faça sentido para o seu rosto e para a sua vida, então saber de onde vem o raciocínio clínico de quem vai te atender importa.

Não sou o profissional para quem quer resultados rápidos sem conversa. Sou o profissional para quem quer entender o que vai ser feito, por que vai ser feito e o que esperar ao longo do tempo.

Se isso faz sentido para você, a avaliação é o primeiro passo.

Hoje · 2026

Dr. Gustavo Martins em 2026
Dr. Gustavo Martins no consultório em 2026
Dr. Gustavo Martins atendendo paciente na Clínica GM, vista da montanha ao fundo

Dez anos depois. Três clínicas, método próprio, portal de ensino. A alma da clínica está onde ele está.