Preenchimento de olheira é um dos procedimentos mais buscados na estética facial. E também um dos que mais geram resultados ruins quando a indicação não é precisa.

O problema não é o procedimento. É que olheira não é uma coisa só, e colocar preenchimento sem saber qual tipo está presente é o caminho mais curto para decepção ou piora.

Quando o preenchimento é a resposta certa

O preenchimento ao redor dos olhos é indicado especificamente para a olheira estrutural. Esse tipo de olheira é causado pela perda de volume na região abaixo do olho, criando um sulco ou depressão que projeta sombra e deixa a região com aparência escurecida.

Nesse caso, o problema é literalmente a falta de volume. Repor esse volume com ácido hialurônico de alta viscosidade, aplicado no plano correto, preenche o sulco e a sombra some. O resultado pode ser imediato e muito expressivo.

Quando o preenchimento não ajuda, ou piora

Para olheiras causadas pelos vasos sanguíneos visíveis sob a pele, causadas pela transparência da pele que deixa os vasos aparentes, o preenchimento não resolve. A pele continua fina, os vasos continuam visíveis. Em alguns casos, o produto pode aumentar a projeção local e deixar a região mais escura.

Para olheiras pigmentares, causadas por excesso de melanina, o preenchimento também não resolve. O escurecimento é da pele, não do sulco. Colocar volume não tira pigmento.

A região ao redor dos olhos é de alto risco de atingir um vaso sanguíneo

O preenchimento periorbital é considerado um procedimento de alta complexidade. A região ao redor dos olhos tem uma densa rede vascular com conexões entre vasos sanguíneos que conectam à artéria oftálmica. Uma aplicação mal executada pode causar cegueira, uma das complicações mais graves da estética minimamente invasiva. O procedimento exige conhecimento anatômico aprofundado, produto de viscosidade adequada e técnica com cânula para minimizar risco vascular.

O diagnóstico que precede qualquer decisão

Antes de qualquer indicação de preenchimento periorbital, faço um diagnóstico completo do tipo de olheira: vascular, pigmentar, estrutural ou mista. Só depois de entender o que está causando o escurecimento é que faz sentido escolher o procedimento.

Para a maioria dos casos mistos, o protocolo combina tratamentos diferentes para causas diferentes: iPRF e PDRN para o componente vascular, despigmentantes para o componente pigmentar e preenchimento apenas se há componente estrutural significativo.

Perguntas frequentes

O preenchimento de olheira é reversível?

Sim, quando feito com ácido hialurônico. A hialuronidase dissolve o produto sempre que necessário.

O preenchimento de olheira dói?

A região periorbital é sensível, mas com anestesia tópica o desconforto é tolerável. Usamos cânula na maioria dos casos, o que reduz o trauma e o risco de hematoma.

Quanto tempo dura?

Em geral, de 9 a 14 meses. A região tem pouca mobilidade e boa sustentação, o que favorece a durabilidade do produto.