Ácido hialurônico e colágeno são os dois termos mais falados em estética. Aparecem em cremes, suplementos, anúncios e conversas de consultório. E muita gente usa os dois como se fossem a mesma coisa ou como se um substituísse o outro.

Não são. Fazem coisas diferentes, estão em lugares diferentes na pele e precisam ser abordados de formas diferentes.

O que é o colágeno

Colágeno é a proteína estrutural mais abundante do corpo. Na pele, ele forma uma rede de fibras que dá firmeza, espessura e sustentação. Pensa nele como o esqueleto da pele. Quando a rede de colágeno está íntegra, a pele é firme e resistente. Quando começa a se degradar, aparecem flacidez, rugas e perda de definição dos contornos.

O corpo produz colágeno naturalmente, mas essa produção diminui progressivamente a partir dos 25 anos. Depois dos 40, a queda é mais expressiva.

O que é o ácido hialurônico

Ácido hialurônico é uma molécula de açúcar, não uma proteína. Ele existe naturalmente na pele, nas articulações e nos olhos. Sua função principal é reter água. Uma única molécula de ácido hialurônico consegue reter até mil vezes seu peso em água.

Na pele, ele mantém a hidratação, o volume e a plasticidade dos tecidos. Quando seus níveis diminuem, a pele perde preenchimento, fica mais seca e os sulcos ficam mais evidentes.

Como cada um é usado na estética

O colágeno não pode ser injetado diretamente de forma eficaz, porque as moléculas são grandes demais para serem absorvidas pelo tecido. O caminho é estimular o organismo a produzir mais colágeno. É o que os bioestimuladores (Sculptra, Radiesse), o microagulhamento e o iPRF fazem. Eles acionam os fibroblastos, as células da pele responsáveis por produzir colágeno, as células que produzem colágeno, para que a pele reconstitua sua própria rede.

O ácido hialurônico pode ser injetado diretamente no tecido. É o que acontece no preenchimento com ácido hialurônico. O produto vai para a região certa, repõe volume, hidrata o tecido e melhora a aparência imediatamente. Depois, é gradualmente absorvido.

E os suplementos e cremes?

Suplementos orais de colágeno e cremes com ácido hialurônico têm efeito limitado quando comparados aos procedimentos injetáveis. O colágeno oral é digerido antes de chegar à pele como proteína intacta. O ácido hialurônico tópico hidrata a superfície, mas não penetra o suficiente para repor o que está nas camadas profundas. Não são inúteis. Mas não são substitutos dos procedimentos.

Perguntas frequentes

Preenchimento com ácido hialurônico estimula colágeno?

Em pequena medida, sim. A presença de ácido hialurônico no tecido pode ter um efeito leve de bioestimulação. Mas o efeito principal é o volumizador e hidratante, não o estimulador de colágeno.

Qual dura mais, ácido hialurônico ou bioestimulador de colágeno?

O colágeno produzido pelos bioestimuladores pode durar de 2 a 3 anos, porque é produzido pelo próprio organismo. O ácido hialurônico injetado é absorvido entre 6 meses e 2 anos dependendo da região e do produto.

Posso fazer os dois juntos?

Sim, e frequentemente fazem sentido juntos. Bioestimulador para reconstruir a estrutura da derme e preenchimento para repor volume em regiões específicas são abordagens complementares.